Súplica
Quando lhe vejo, penso tanto
O quanto necessito falar-lhe,
Mas, nessa concha em que se esconde,
Flutuo em águas mansas,
Com você no fundo do mar
Seus olhos já não me buscam,
Sua voz nem chega a mim,
Coloca-se em um mundo diferente,
Ausenta-se daqui
Quando lhe vejo, penso muito
Poderia abrir meu peito,
Contar-lhe sobre meus medos,
Falar-lhe de tantos receios,
Mostrar-lhe o que já aprendi
Mas,veria a agonia em meu rosto,
Súplicas ardentes em meus gestos,
Ouviria meu coração lhe pedindo,
E ele diria que aprendeu a chorar
Sonho em ganhar um lindo sorriso,
Palavras doces ao me olhar,
Querer saber tudo de mim,
Ou simplesmente perguntar,
O porque me sinto assim!

Poesia escrita por Maria Aparecida M. Del Vechio - Sp
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