NO TEU QUARTO

Lembraste de quando me levavas
Para o teu quarto?
Tu ias acender,
Num gesto delicado
E recolhido
De alguém que vai rezar
Ou vai morrer,
Discreta vela...
Cândida,
Inocente,
Na mesinha
Da tua cabeceira...

Despias-te depois,
Naturalmente,
Expondo,pouco a pouco,
Aos meus olhos atônitos,
Enleados,
Esse mistério novo,
Repetido,
Da tua nudez virgem
Renascida

Então,
Serenamente,
Como quem beija um pai
Ou acarinha um filho,
Vinhas aconchegar-te nos meus braços
E partilhar da minha travesseira.

E assim,
No silêncio longo dum profundo olhar,
No cheiro doce do teu corpo meu,
Saciávamos
A amargura
Da nossa partilhada solidão.

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José J Serpa
05/04/2005 - 16:25

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