MORRO NO ABANDONO


Mora em mim
Uma louca vontade
De fugir da realidade 
De sonhar com você



De certas coisas lhe dizer
De muitas atitudes tomar
E tudo isso, de lado, 
Sou obrigada a deixar



Porque mora, também, 
Em mim a razão
Que atropelada 
Constantemente pela emoção
Me faz viajar em você



E aí agarro-me à poesia
E através de suas linhas
Digo o que eu não diria
Tudo transformo em fantasia



Tomo as atitudes que 
Eu nunca tomaria
E realizo o meu plano impossível
E digo o quanto eu te amo
E faço o amor que vive 
Em meus sonhos



E terminada a poesia

Morro no abandono.



SILVANA DUBOC
02/11/2002

   

 

 












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