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Nesta noite a solidão não
tem lugar a meu lado
Vivências solitárias as
deixo por instantes também
Nem a chuva que cai com
presença tão marcante
Apaga o brilho de tudo ao
vislumbrar seu semblante
Carinhos trocados se iniciam sob
os lençóis
No travesseiro seu rosto tão
perto já posso tocar
Permissão os corpos
às nossas mãos concedem
Beijos selam o mistério
que nossos olhos pedem
Que delírio é ousar e
entre reais sussurros ouvir
Tudo que aprisionado
vazão se dava sozinha
Aqui em sua presença
emoções latentes afloram
E da ausente distância
os corações comemoram
Explosão do êxtase em
sensações sem precedentes
Angústias até então
sentidas agora se dissiparam
Apogeu insuperável marca
esse querer infinito
Além não será
encontrado amor assim mais bonito
Os rabisco que aqui deixo
me atrevo a chamar de poema
ficando de corpo e
alma lavrado
amor igual nunca antes
vivenciado
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Mônica F.Camargo * 27/11/02
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